Núcleo — Estudos sobre a Medicalização da Vida
( Núcleo de Estudos sobre Medicalização da Vida - NEMV )

Para psicólogas/os, psiquiatras, médicas/os de família, professoras/es e pesquisadoras/es que estudam a medicalização da vida

É possível entender de fato o debate sobre a medicalização da vida.

Saber o que cada autora e cada autor defende é só o começo. Entender o debate exige ver por que pensam de maneiras diferentes: de quais pressupostos filosóficos partem, como constroem o próprio objeto e que posição política sustenta cada crítica.

01

O percurso de leitura testado em 15 anos de sala de aula universitária, com estudantes que chegavam confundindo os mesmos autores.

02

Como orientar um TCC sobre medicalização quando a sua própria graduação passou pelo tema em uma aula só.

03

Você vai entender como são investigadas as definições de saúde e de doença no debate da medicalização da vida.

Quero entender esse debate
7 dias de garantia incondicionalAcesso por 1 ano · encontro ao vivo mensal
( o problema não é falta de leitura )

Você conhece os autores. O que falta é leitura profunda.

01

Numa reunião de equipe, você questiona um diagnóstico e alguém responde chamando você de negacionista da saúde mental. Você passa o resto da tarde se perguntando se deveria ter ficado calado.

02

Num grupo de estudos, um colega cita Foucault e Szasz como se fossem a mesma crítica à psiquiatria. Você sente que algo não fecha, mas não consegue nomear exatamente onde os dois autores discordam entre si.

03

Você lê um artigo sobre medicalização, concorda com o diagnóstico do problema que ele descreve, mas discorda da saída política que o autor propõe. Não sabe como sustentar essa discordância sem parecer que está do lado errado do debate.

04

Um aluno pergunta se você é a favor ou contra a psiquiatria. Você percebe, na hora, que a pergunta já nasceu torta, mas não consegue explicar por quê em tempo de resposta.

Isso não acontece porque você domina pouco os autores. Acontece porque a formação acadêmica tradicional ensina Foucault, Szasz e outros autores num semestre, sem procurar comparar estruturalmente o que cada autor pressupõe, qual método usa e de que posição política ele fala. Sem essa leitura profunda, qualquer debate teórico vira escolha de lado — e cada opinião sobre medicalização passa a soar como uma bandeira, não como a defesa de uma tese e de uma direção ético-política.

( quem já lê profundamente )

Encontrando clareza

“Antes do curso era comum eu encaminhar as chamadas "queixas escolares" para os psicólogos da rede. Dessa forma, acreditava evitar a medicalizacao, pois associava o conceito apenas com o uso abusivo de remédios. Após o curso, compreendi que mesmo os psicólogos participavam do processo de medicalização, assim como outros sujeitos e atividades sociais. Passei a politizar o fenômeno a partir da perspectiva da totalidade e buscar soluções menos imediatas.”
RRômulo CairesMédico de família e comunidade e professor de medicina na Universidade Salvador (Unifacs)
“Antes de estudar com o André Vieira eu recebia diagnósticos de usuários e participava de discussões sem conseguir identificar precisamente as questões mais amplas subjacentes e as articulações entre argumentos que apenas superficialmente poderiam ser entendidos como complementares. Depois das reflexões que tive com ele, agora eu consigo fazer uma leitura muito mais rica e compreender a partir de quais pressupostos se dá a apreensão do objeto estudado e os posicionamentos de seus autores, ainda que não explicitados diretamente.”
TThiago TauhataPsicólogo (Secretaria de Estado de Justiça do DF)
“Fiz diversos cursos do professor André Vieira e aprendi muito em cada um deles. Para além do vasto conhecimento sobre o tema da medicalização da vida, o André tem uma excelente didática e uma sólida apropriação do método. Fazer esses cursos me ajudou não só a compreender melhor o tema da medicalização, mas também em outras áreas dos meus estudos e pesquisas.”
NNilson Netto BerenchteinProfessor de Psicologia (UNESP - Bauru)

E você já se reconheceu em alguma dessas cenas, a leitura que faltava está a poucos parágrafos daqui.

( o método )

A Leitura Tríptica: três painéis, nenhuma bandeira.

O Núcleo de Estudos sobre a Medicalização da Vida oferece uma leitura estruturada: um modo de examinar qualquer teoria a partir de três painéis simultâneos.

Os três painéis da Leitura Tríptica: coluna (pressupostos), compasso (método) e punho (posição política)

Pressupostos filosóficos

O que sustenta o texto antes do primeiro argumento — aquilo que o autor precisa pressupor para começar a escrever.

Método

O caminho pelo qual o autor constrói o próprio objeto de estudo — e o que esse caminho deixa de fora.

Posição política

A posição implicada nessa construção, ainda que o autor às vezes não a deixe clara abertamente.

Linha do tempo comparada · quatro propostas teóricas

01Thomas Szasz
02Construcionismo SocialEliot Freidson · Irving Zola · Peter Conrad
03Ivan Illich
04Michel Foucault

Como o Núcleo é organizado

  1. 1

    Contexto do autor

    Cada teoria (Szasz, Construcionismo Social, Illich e Foucault) é situada em seu momento histórico, político e social.

  2. 2

    Leitura Tríptica aplicada

    Os três painéis — pressupostos, método, posição política — são examinados um a um para cada proposta teórica.

  3. 3

    Encontro ao vivo mensal

    Leitura prática, com análise ao vivo de um artigo, capítulo ou tese, e aprofundamento: dúvidas conceituais e impasses institucionais, clínicos e do SUS trazidos pelos participantes.

  4. 4

    Certificado de conclusão

    Emitido ao final da formação, reconhecendo a aplicação da Leitura Tríptica às quatro propostas teóricas do debate.

  5. 5

    Doze horas gravadas iniciais

    Aulas introdutórias que situam o debate sobre medicalização e apresentam o critério de leitura antes dos encontros ao vivo, permitindo que você assista no seu ritmo e retorne quantas vezes precisar.

Sem o tríptico, ler sobre a medicalização da vida é apenas ler, sucessivamente, diversos autores. Um parágrafo de Foucault sobre poder disciplinar acaba lido ao lado de um parágrafo de Szasz sobre autonomia individual como se ambos apontassem para a mesma direção, quando na verdade partem de pressupostos filosóficos incompatíveis. Com a Leitura Tríptica, essas quatro propostas deixam de ser um bloco confuso e passam a ser quatro posições estruturalmente distintas, cada uma legível em seus próprios termos.

O formato é misto: aulas teóricas gravadas, situando cada autor e aplicando a Leitura Tríptica módulo a módulo, e um encontro ao vivo por mês. Cada encontro é gravado e incorporado ao acervo, formando um arquivo crescente de leitura comentada.

( honestidade antes da inscrição )

Para quem é — e para quem não é.

É para você se…

  • for Psicóloga/o, médica/o de família e de comunidade, psicopedagoga/o, enfermeira/o, terapeuta ocupacional e psiquiatras que precisa discutir medicalização em equipe sem que a conversa vire acusação.
  • for professora/or e/ou pesquisadora/or que orienta alunas/os lendo Foucault, Szasz e outros autores incompatíveis como se fossem a mesma crítica.
  • for estudante de pós-graduação que sente que algo não fecha nas leituras, mas não consegue nomear onde exatamente dois autores ou mais discordam.
  • for profissional que atua no SUS e precisa sustentar críticas institucionais com rigor conceitual, não com "desabafo".
  • já leu as quatro propostas do debate aqui elencadas, mas nunca comparou estruturalmente o que cada uma pressupõe.
  • quer discordar de colegas e autores fundamentando sua posição no debate.

Não é para você se…

  • busca uma posição pronta a favor ou contra a psiquiatria, em vez de um critério de leitura.
  • quer respostas rápidas para citar em uma conversa, sem se dedicar a examinar pressupostos, método e posição política.
  • ainda não leu nenhuma das quatro propostas e prefere começar por um resumo superficial, não por uma leitura estruturada.
  • entende leitura teórica como perda de tempo diante da prática clínica do dia a dia.
( o que você recebe )

Tudo incluído em um único investimento.

Todos os itens abaixo estão incluídos, sem cobrança separada por item.

Aulas teóricas por proposta

Módulos gravados sobre Szasz, Construcionismo Social (Freidson, Zola, Conrad), Illich e Foucault, situando cada proposta em seu contexto histórico, político e social e aplicando a Leitura Tríptica.

Acesso de um ano

Um ano de acesso a todas as aulas gravadas e aos novos conteúdos publicados ao longo do período, para estudar no seu ritmo e revisar quantas vezes quiser.

Encontro ao vivo mensal

Um encontro por mês, com leitura prática de um texto real e aprofundamento das dúvidas trazidas pelos participantes.

Grupo de discussão fechado

Espaço contínuo para trocar leituras e testar argumentos com outros participantes entre um encontro e outro.

Certificado de conclusão

Emitido ao final da formação, reconhecendo a aplicação da Leitura Tríptica às quatro propostas teóricas do debate.

Valor de mercado da formação completa

R$ 1.480

Preço hoje

R$ 597

à vista no Pix, ou 12x de R$ 61,74 no cartão (com acréscimo)

Quero entrar no Núcleo

Cursos avulsos que cobrem só uma das quatro propostas costumam custar entre R$ 200 e R$ 350 cada, sem encontro ao vivo, sem linha do tempo comparada e sem grupo de discussão. Reunir as quatro propostas, a Leitura Tríptica aplicada a cada uma, os encontros mensais e o certificado numa única formação estruturada tem valor de mercado equivalente a R$ 1.480.

( antes e depois )

O que muda quando a crítica tem estrutura.

D

Diogo Rodrigues

Psicólogo Clínico

Antes

Antes do curso de medicalização da vida eu tinha uma visão limitada da relação entre a gênese do capitalismo, produção de sofrimento e a indústria farmacêutica. Assim como as limitações científicas nas pesquisas com grupo controle para depressão e o aprendizado de como outros métodos de manejo com a terapia medicamentosa, onde a experiência do sujeito se encontra no centro, potencializam o processo de cuidado.

Depois

A diferença após o curso se encontra na possibilidade de deslocar a terapia medicamentosa para um lugar onde a experiência da pessoa em tratamento se torna a bússola do processo. A aplicação desse modo de fazer tem contribuído para que as pessoas atendidas se sintam mais autônomas e fortalecidas na gestão do seu processo de cuidado.

L

Lucas Carlini Tirelli

Médico de família e comunidade e preceptor de residência médica em Unidade Básica de Saúde na região metropolitana de São Paulo

Antes

No meu dia a dia como profissional de saúde, há uma questão que sempre reaparece, ora na clínica, ora no ensino, ora no bate-papo: como fazemos para não compactuar com a lógica da medicalização da vida? É possível? E afinal, o que é de fato a medicalização da vida?

Depois

Depois do curso do André, o meu nível de entendimento sobre o fenômeno da medicalização se elevou muito e também consigo navegar com muito mais desenvoltura na vasta literatura sobre o tema. Sempre indico o curso pros colegas e vários também já fizeram e adoraram. Sinto que esse curso é um ponto de apoio fundamental de uma rede que vai se formando, em que podemos trocar angústias, buscar respostas e nos organizar mais e melhor para transformar nossa prática e lutar por um mundo mais justo.

G

Gleyson Rios

Professor no curso de Educação Física da Universidade Estadual de Goiás

Antes

Precisava compreender melhor como o debate da medicalização da vida impacta as discussões sobre Educação Física e Saúde. O debate na Educação Física sobre a medicalização da vida é bastante influenciado pelas discussões de Michel Foucault. Mas parece limitado para compreender como esse fenômeno se faz presente na Educação Física.

Depois

Após os cursos, tenho conseguido ampliar o olhar sobre determinantes do processo de medicalização da vida, contribuindo para pesquisas no campo da Educação Física, tendo o Tríptico como referencial teórico e de análise. Atualmente tenho trabalhado no projeto para realização de doutorado e a abordagem tem sido fundamental para essa construção.

A

Ana Cristina Lopes

Médica Psiquiatra no Departamento de Psiquiatria e Saúde Mental da Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro, Portugal

Antes

Numa sociedade de desempenho, que exige corpos altamente produtivos, a Psiquiatria surge como um aliado (e também vítima) no processo de medicalização, uma vez que se trata de uma especialidade cada vez mais capturada por modelos neoliberais, principalmente quando se trabalha num Serviço Público, como é o meu caso. Antes das reflexões aprofundadas com base no enquadramento tríptico, era mais difícil compreender e integrar o que está subjacente (filosófica e politicamente) a algumas posições com as quais nos vamos cruzando na prática clínica (por ex. em relação às ditas “perturbações de personalidade” ou aos comportamentos aditivos, onde muitas vezes a crítica da medicalização se enxerta numa atitude moralista).

Depois

As reflexões que surgiram contribuíram para um dilema: se, por um lado, o acompanhamento em consulta de indivíduos com sofrimento psíquico decorrente de problemas sociais e económicos pode favorecer o processo de medicalização, por outro sabemos que, em muitas situações, a decisão de dar alta deixa a pessoa votada à sua sorte, pois numa sociedade individualista e atomizada, muitas vezes não há outros lugares onde a sua voz possa ser escutada com dignidade. O que tem norteado a minha prática é muitas vezes manter o acompanhamento de pessoas vulneráveis e fazer do espaço de consulta uma ação reflexiva e subversiva onde seja possível deslocar o foco do diagnóstico e dos psicofármacos para a história da pessoa, agindo para a consciencialização dos seus direitos e do seu poder transformador.

Acompanhamento em dois canais

O grupo de discussão fechado funciona continuamente, para tirar dúvidas conceituais entre um módulo e outro e testar leituras com os demais participantes. O encontro ao vivo mensal é o espaço de aprofundamento direto, onde as questões trazidas pelos próprios participantes são discutidas.

No grupo fechado, as dúvidas e trocas são de inteira responsabilidade dos/as participantes. O moderador de nossa equipe pode respondê-las, em até 48 horas úteis. Contudo, não existe, nesse caso, obrigação por parte do moderador em responder.

Garantia incondicional de 7 dias

Você entra no Núcleo, acessa os módulos, participa do primeiro contato com a Leitura Tríptica e, se em qualquer momento, dentro dos primeiros 7 dias, decidir que não é para você, devolvemos 100% do valor pago.

Sem pergunta · sem formulário · sem burocracia

Retrato de André Vieira dos Santos, psicólogo e criador da Leitura Tríptica
( quem conduz o núcleo )

A história da psicologia, as neurociências, a prática clínica e a sala de aula num único percurso. 

André Vieira dos Santos

Psicólogo · CRP 05/65546

Psicólogo formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2005, mestre e doutor em Ciências Biológicas pela mesma universidade, com pesquisa em neurociências e psicofisiologia das emoções humanas com estágio doutoral na Universidade de Granada. Doutorado concluído em 2013.

Depois do doutorado, a pesquisa mudou de direção: passou a investigar a história da psicologia e das neurociências, suas produções conceituais e seus impactos sobre a sociedade. O deslocamento nasceu de uma pergunta que o laboratório não respondia: por que as investigações das neurociências e da psiquiatria tendiam a reduzir à dimensão biológica um sofrimento decorrente, muitas vezes, de questões políticas, sociais, culturais e econômicas? Foi essa lacuna que o pós-doutorado em Psicologia pela Universidade Federal de Goiás passou a investigar diretamente.

Professor universitário há 15 anos, coordenador da clínica escola e de estágios de uma instituição de ensino superior e psicólogo clínico atuante no Rio de Janeiro. A Leitura Tríptica nasceu desse cruzamento raro de quem passou pelo método científico experimental, pela história e a epistemologia da própria psicologia e pelos atendimentos e supervisões clínicas.

UFRJUniv. de GranadaUFG15 anos de docência
( perguntas frequentes )

As objeções que esse debate sempre levanta.

Não. Reconhecer que toda teoria é politicamente situada não elimina critérios, torna-os visíveis. A Leitura Tríptica só é possível porque pressupostos, método e posição política são examinados um a um, com rigor, não porque tudo passa a valer o mesmo.

Núcleo — Estudos sobre a Medicalização da Vida

Entre para o Núcleo de Estudos sobre a Medicalização da Vida.

Ao entrar, você recebe

  • Módulos gravados sobre as quatro propostas teóricas centrais do debate (Szasz, Construcionismo Social, Illich e Foucault)
  • Encontro ao vivo mensal de leitura e aprofundamento
  • Grupo de discussão fechado
  • Certificado de conclusão
  • Formação continuada, com novas aulas incorporadas ao longo do tempo

O acesso ao Núcleo é de 1 ano — e, durante todo esse período, cada novo conteúdo publicado entra automaticamente no seu ambiente de estudos, sem custo adicional.

Valor de mercado

R$ 1.480

Preço hoje

R$ 597

à vista no Pix, ou 12x de R$ 61,74 no cartão (com acréscimo)

Você tem 7 dias para decidir com o material em mãos

Ao entrar, você acessa as aulas gravadas dos 5 módulos e os textos de apoio. Use esses primeiros dias para assistir às aulas iniciais e aplicar a Leitura Tríptica a um texto que você já conhece.

Se nesse período você concluir que o Núcleo não atende ao que procura, peça o reembolso pela Hotmart. Você recebe 100% do valor pago, e não pedimos justificativa.

7 dias de garantia incondicional. Se decidir que não é para você, devolvemos 100% do valor, sem burocracia.

Ao continuar, você concorda com os termos de uso e a política de privacidade.